Colaboradores do setor de Obras do Hospital do Câncer relatam suas experiências durante o atual momento

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Se imaginarmos uma instituição como uma engrenagem composta de várias peças que a fazem funcionar, conseguiremos entender o importante papel do setor de Obras do Hospital do Câncer em Uberlândia. É lá que acontece uma grande parte do operacional do Hospital que é vital para o funcionamento dele, como o almoxarifado, o recolhimento e transporte de doações físicas, transporte de equipe médica, gerenciamento das obras de ampliação, entre outras atividades. Durante a pandemia da COVID-19, os colaboradores deste setor narram momentos desafiadores e de grandes mudanças.

“No primeiro momento foi uma explosão de informação, ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo”, conta Carlos Dias, um dos responsáveis pela parte de transporte do HCa, “a primeira decisão foi interromper imediatamente o recolhimento e transporte das doações”. O Hospital do Câncer é uma instituição 100% gratuita e, portanto, sobrevive de doações e quando surgiu a decisão de interromper parte delas para evitar qualquer tipo de contato social e proteger os colaboradores envolvidos neste processo, os funcionários do setor tiveram que se adaptarem à primeira mudança de função.

Como já foi narrado em outros textos, foi nesse momento em que diversos setores do Hospital assumiram diferentes frentes para repor as doações que estavam faltando. Os diretores do Hospital do Câncer em Uberlândia começaram a fazer contatos com possíveis doadores e os próprios colaboradores incentivaram as doações de dentro de suas próprias comunidades. Nessa nova configuração, o setor de obras assumiu uma importante tarefa de ser a força operacional para reposição das doações.

Como parte de sua função, Carlos também transporta as equipes médicas que precisam atender os pacientes que estão em tratamentos em domicílio. Ele lembra que, antes da atividade ser interrompida temporariamente, era muito estressante: “assim que as enfermeiras deixavam a casa dos pacientes, elas entravam no carro com expressões de medo. Não era fácil”. Em um determinado momento, Carlos chegou a ser o único colaborador em atividade do setor, quando seus colegas foram afastados por serem do grupo de risco.

Carlos, responsável pela parte de transporte do HCa

            No meio do enfrentamento contra a COVID, a supervisão do setor de Obras do HCa foi assumida por Heverton Pereira. De acordo com ele, assim que chegou já conseguiu perceber que a diretoria do Hospital do Câncer estava lidando com toda a situação de uma forma muito segura para garantir a proteção dos colaboradores e, é claro, dos pacientes. “Eles se preocuparam muito conosco. Para aqueles que não poderiam continuar trabalhando, foi oferecido férias e outros benefícios.”, lembra Heverton.

Para o novo supervisor, uma das coisas que o mais chamou atenção foi a forma com o que os seus colegas colaboradores se reconfiguraram para continuar oferecendo a humanização para o tratamento do paciente oncológico da instituição. “Este momento tem sido um grande aprendizado para todos nós aqui dentro. Tivemos que manter nossa qualidade de trabalho e, ao mesmo tempo, continuar com aquela atenção diferente ao paciente que só o Hospital do Câncer em Uberlândia possui.”

E com a colocação “o medo e o cuidado não acabou. Mas hoje estamos mais educados e com mais informações, então isso nos dá uma direção em como agir.”, Carlos resume como tem sido esse processo de aprendizado diário que a diretoria e os colaboradores do Hospital do Câncer em Uberlândia tem feito para tomar as decisões para continuar garantindo o tratamento dos pacientes. Até hoje, nenhum atendimento deixou de acontecer e nenhum paciente teve seu tratamento interrompido. O Grupo Luta Pela Vida e o Hospital do Câncer agradecem ao importante serviço prestado pelo setor de Obras em um período tão delicado que estamos enfrentando. Juntos, sempre somos mais fortes.

Heverton, supervisor do Setor de Obras do Hospital do Câncer

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