Janeiro Verde: campanha conscientiza sobre o câncer de colo de útero

O calendário das campanhas de prevenção contra o câncer começa com o Janeiro Verde, que alerta a respeito do câncer de colo de útero, que deve atingir 17 mil mulheres em todo o Brasil por ano até 2025, conforme aponta o Instituto Nacional do Câncer. Exceto pelo câncer de pele não melanoma, o câncer de colo de útero é o terceiro mais incidentes entre as mulheres brasileiras (atrás apenas do de mama e colorretal).

É causado pela infecção por alguns tipos de HPV, o Papilomavírus Humano. Este vírus é bastante comum e na maioria das vezes não causa doença. Entretanto, em alguns casos não tratados, as alterações celulares que podem evoluir para o câncer. Essas alterações são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolau), sendo curáveis na quase totalidade dos casos.

Alguns fatores de risco para a doença: início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros (sobretudo sem preservativo), tabagismo e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.

Sintomas e detecção

De acordo com o INCA, o câncer do colo do útero é uma doença de desenvolvimento lento, que pode não apresentar sintomas em fase inicial. Em casos mais avançados, a mulher pode ter algum sangramento vaginal que vai e volta durante ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais.

Existe uma fase assintomática do câncer de colo do útero em que a detecção de lesões precursoras (que antecedem o aparecimento da doença) pode ser feita por meio de um conhecido exame preventivo que as mulheres precisam realizar: o Papanicolaou. Quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura deste câncer são de 100%.

Importância do Papanicolau

O exame preventivo do câncer do colo do útero é conhecido como Papanicolau e se tornou a principal estratégia para detectar lesões na região. O exame pode ser feito gratuitamente em postos ou unidades de saúde da rede pública e por meio dele há redução da mortalidade pela doença.

O Papanicolau é simples e rápido, apenas em alguns casos pode causar um pequeno desconforto. Para garantir um resultado correto, preferencialmente, é recomendado não ter relações sexuais (mesmo com camisinha) no dia anterior ao exame, evitar o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais até 48h antes do exame. É importante também não estar menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resultado. Mulheres grávidas podem fazê-lo sem prejuízo para a saúde ou a do bebê.

O exame é oferecido a cada três anos para todos que possuem colo do útero, na faixa etária de 25 a 64 anos e que já tiveram atividade sexual. Isso pode incluir homens trans e pessoas não binárias designadas mulheres ao nascer. Para maior segurança do diagnóstico, os dois primeiros exames devem ser anuais.

Vacina é uma das principais formas de prevenção

A vacinação é o ponto-chave da prevenção contra este câncer, sendo uma das prioridades das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a doença.

O Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, em 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos. A partir de 2017, estendeu a vacina para meninas de até 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.  Essa vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. A vacinação e a realização do Papanicolau se complementam como ações de prevenção desse tipo de câncer. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada (a partir dos 25 anos), deverão fazer o exame preventivo periodicamente.

Além disso, é importante ressaltar que o uso de preservativo durante a relação sexual também ajuda a evitar o contágio com o HPV.

Previna-se e cuide de você!

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