Meu filho tem câncer: e agora?

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andreia e iuri “Ser mãe é padecer no paraíso” ou “Mãe é tudo igual, só muda de endereço”. Essas são algumas daquelas famosas frases que contam um pouco sobre aquela pessoa que enfrentou nove meses de gestação, noites acordada por causa da cólica e da febre ou ainda aquela que se sempre te manda levar um casaco porque vai esfriar: mãe.

Elas cuidam de suas ‘crias’ com todo amor e carinho. Dão proteção e educam as pequenas crianças para que sejam alguém na vida.

Mas criar um filho também traz medos. Medo que ele não seja tão feliz assim. Medo que se decepcione com o primeiro amor. Medo de que ele fique doente.

Imagine agora que você, mãe, ouvisse de um médico que seu filho, com apenas 6 anos, está com câncer? Andréia Queiroz sabe bem como é passar por essa experiência. Mãe do pequeno Iuri, hoje com 8 anos, ela ajuda o filho a enfrentar o tratamento contra a leucemia.

Andréia conta que o diagnóstico do filho trouxe um mundo novo para ela. “Eu não conhecia o Hospital, não conhecia o tratamento. Tudo era muito novo para nós”, comenta. Já no início do tratamento ela precisou entender a situação que passava ao mesmo tempo em que tudo acontecia com Iuri. “Na primeira internação dele ficamos 57 dias no Hospital. Quando saímos, me sentia estranha na minha própria casa”, comenta a mãe.

Andréia diz que controlar a energia de uma criança de apenas 8 anos no auge das traquinagens foi tranquilo com Iuri. “Ele se moldou, ele aprendeu com o tratamento. Quando vamos a festas de crianças ele sempre fala: mamãe, todo mundo corre, menos eu. Sempre digo que ele não pode agora, mas que quando tudo acabar vamos correr e brincar muito”, afirma Andreia.

Andréia não desgruda um minuto do filho na luta contra o câncer
Andréia não desgruda um minuto do filho na luta contra o câncer

A mãe teve que mudar sua rotina para acompanhar o tratamento de Iuri. Deixou o trabalho e passou a acompanhar integralmente o filho. Ela se agarra à fé e ao otimismo para ajudar o filho na luta contra o câncer. “Quando tivemos o diagnóstico, eu perguntei para a médica qual era a chance do meu filho. Se fosse de 1% ainda sim eu me agarraria a ela com todas as forças”, conta a mãe.
Andréia é o que pode se chamar de uma super mãe. Além de Iuri, ela ainda é mãe de dois pré-adolescentes: Victor, de 14 anos e Vitória, de 12 anos. Amorosa e preocupada, ela divide-se em entre o dia-a-dia de seus filhos mais velhos e o tratamento de Iuri. “Às vezes meus filhos mais velhos reclamam que todas as atenções e cuidados são para o Iuri, mas eu tento conversar com eles de que esses cuidados são necessários. Faria tudo por qualquer um dos meus filhos”.

Perguntada sobre qual é o significado da doença na sua vida e de seu filho, Andreia demonstra como a experiência, apesar de difícil, tem sido enriquecedora. “O Iuri é um presente de Deus para mim. A doença dele acabou transformando a nossa família. Ficamos mais unidos. Antigamente eu só trabalhava, não tirava um tempo para brincar com os meus filhos e agora vejo que eu cresci. Cresci como pessoa, como mulher, como mãe”, afirma Andreia.

Presente para a mamãe: Iuri mostra um dos presentes feitos por ele mesmo na oficina do Apoio Pedagógico do Hospital do Câncer
Presente para a mamãe: Iuri mostra um dos presentes feitos por ele mesmo na oficina do Apoio Pedagógico do Hospital do Câncer

Em busca do transplante de medula

Iuri iniciou sua luta contra a leucemia em 2012 e rapidamente ele respondeu muito bem ao tratamento e entrou em uma fase que os médicos chamam de manutenção (o tratamento é mais brando e contínuo por vários meses), mas no fim de 2013 o câncer do filho de Andréia voltou e evoluiu para um quadro no qual sua chance de cura só é possível com o transplante de medula.

Mais uma vez a luta para salvar a vida do filho aumentou. Andreia e a família fizeram exames de sangue para testar a compatibilidade para a doação, entretanto ninguém da família poderá ser um doador para Iuri. Andreia conta que até então não sabia nada sobre transplante de medula e nem era doadora de sangue. Na intenção de ajudar o filho e outras pessoas, Andreia engordou somente para conseguir chegar ao peso exigido para ser doadora de sangue. “Se eu puder ajudar pelo menos uma pessoa, mesmo que não seja meu filho, eu já estarei feliz”, afirma Andreia.

Por enquanto, Iuri aguarda para encontrar um doador compatível e fazer o transplante.
Caso você esteja em Uberlândia e queira doar sangue ou tornar-se doador de medula, procure o Hemocentro de Uberlândia.

Onde doar
Hemocentro Regional de Uberlândia
Avenida Levino de Souza,1845
Bairro: Umuarama

Horários de Funcionamento
Segunda a sexta-feira – das 07:00 às 18:00

Doação
Segunda e quarta-feira – das 07:00 às 11:30 e das 15:00 às 17:00
Terça, quinta e sexta-feira – das 07:00 às 11:30
Último sábado do mês – das 07:00 às 11:30

Meios de contato
Agendamento para doação de sangue: 155
Telefone: Geral: (34) 3088-9200
Fax: (34) 3222-8887
Correio Eletrônico
udi.captacao@hemominas.mg.gov.br

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