O início da luta pela vida – a história de William

William Martins é paciente do Hospital do Câncer em Uberlândia e há seis anos começou o tratamento contra um câncer de próstata. Diferente do que muitos falam e acham, William sabe muito bem a importância de conscientizar o homem, desde pequeno, sobre a necessidade de ir ao médico. “Como Deus me deu essa prova, eu uso isso hoje para ajudar crianças, o pessoal que faz Karatê comigo da importância de fazer exame, falar que o exame de toque não é nada, que tem que tratar. Isso é coisa de homem, o homem faz exame sim”, comenta William, que também é presidente da Federação Mineira de Karatê.

Mas tudo isso começou em 2015, quando William, depois da insistência de sua esposa, procurou um urologista. Naquele momento, os sinais e sintomas pareciam não passar de problemas urinários, mas, ao procurar o especialista, algo diferente foi notado.  “Eu procurei o médico, ele fez o exame de toque e percebeu que minha próstata estava dura. Depois de outros exames, também foi necessário fazer uma biópsia”. William comenta que, na época, disse ao médico que poderia fazer os exames e que acreditava não ter nada demais, mas não foi bem isso que aconteceu.

“Quando eu fui buscar o diagnóstico, a hora que vi que era positivo, aí foi um choque. Nesse momento tem que estar com o psicológico bom, com Deus no coração, para aguentar ele”, relembra o paciente. Para muitas pessoas, ter câncer já é estar morto, mas não é assim. William explica que, pra ele, a vida começou ali: “a luta pela vida, a verdadeira vida começa aí”.

De lá para cá, foram 37 sessões de radioterapia e, atualmente, as idas ao Hospital são apenas para manutenção. E entre os vários dias de tratamento, William lembra de um em especial. “Eu fiz 37 radioterapias, na 34ª tocou lá no alto-falante que eu tinha que comparecer em um lugar lá com urgência. Eu até fiquei assustado, mas era a alta da oncologia, era a alta da Dr. Maria Emília, do Dr. Eurípedes Barra. Agora eu continuo nessa manutenção aí”, recorda.

Uma das recordações que o paciente também tem e faz questão de lembrar é de que, antes do atendimento com a médica que foi responsável por sua alta, outra pessoa tinha dito a sua esposa que as chances de cura dele era praticamente 0. “Meu PSA estava muito alto, era muita coisa, assustador. Já era uma próstata bastante doente”.

Em plenos 70 anos, William precisou tirar um tempo dos últimos para se cuidar ainda mais, mas também para ajudar o próximo. Ele não cansa de repetir a importância de conscientizar os homens, desde pequenos, de que o cuidado também deve fazer parte da rotina deles. E os ditos populares já falam que é sempre bom ouvir e aprender com os mais velhos.  

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