#OutubroRosa: A busca pela força interna de Beatriz

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Na juventude dos seus 59 anos de idade, Beatriz vive todas as suas ocupações com a intensidade que a vida demanda. É uma empenhada professora, uma mãe exemplar, uma irmã presente, uma filha atenciosa e no meio de tanta sensibilidade e cuidado, ela se permitiu descobrir uma força dentro si quando um tumor a acometeu em 2016. No meio de um processo de tratamento complicado e instável, Beatriz sempre se ateve a vontade viver e a uma inabalável fé. 

Foi durante um exame de rotina em 2016, que foi diagnosticado que a professora do ensino primário estava com um câncer. E foi tudo bem rápido, logo após o diagnóstico, ela estava na mesa de cirurgia para a retirada do tumor e em seguida já começou o tratamento no Hospital do Câncer em Uberlândia. No total, foram 25 sessões de radioterapia muito bem sucedidas, “não tive senti nenhuma dor ou desconforto em nenhuma etapa do tratamento”, conta Beatriz. 

Se existe uma coisa que ela conta que aprendeu durante este processo é como soube reconhecer sua fortaleza através de sua fé e da rede de apoio que a confortou durante o período. “Ao passo de me descobrir uma pessoa forte, minha família ficou um pouco abalada com a notícia do meu câncer. Se eu pudesse, eu tinha feito todo o tratamento em segredo, para os poupar desse sofrimento”, ela lembra. Mas uma coisa é certa: abalados ou não, todos estavam lá! E não foi a primeira e única vez que ela precisou desse apoio. 

Em agosto deste ano, no auge da pandemia da COVID-19 no Brasil, Beatriz contraiu a infecção respiratória. Por ser uma paciente oncológica, a recomendação médica era que ela tratasse em casa até segunda ordem. Assim foi feito. Quinze dias mais tarde, sofrendo poucos sintomas, Beatriz se curou de mais um desafio. “Foi assustador, pois achei que iria ser mais forte”, relembra o momento. Ela conta que, mesmo em isolamento, recebeu o apoio incondiecional de toda sua família. 

Durante todo seu caminho de tratamento oncológico, Beatriz é grata por tudo que viveu no Hospital do Câncer em Uberlândia. “Acredito que Deus coloca os desafios em minha vida, mas ele também me muni de todos os recursos necessários para enfrentá-los”, ela completa dizendo que estar em tratamento na instituição a fez a mais feliz e foi onde encontrou muito amparo e entendimento. Atualmente, Beatriz se encontra em fase de acompanhamento em seu tratamento e mais persistente do que nunca. 

Questionada sobre qual mensagem deixa para as pessoas que estão iniciando seus tratamentos, Beatriz ressalto algo que foi muito importante para ela: “O paciente precisa olhar para si, focar em si. Buscar a vontade de sobreviver dentro da gente é muito importante e, é claro, ter muita fé”. 

 

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