Protagonista da sua história: Rosana é símbolo de força

“Mas câncer não dói”. Ditado popular que pode atrasar muitos diagnósticos, mas que não impediu que Rosana Bartasson, que enfrenta o câncer há oito anos, procurasse ajuda nos primeiros sinais da doença. “Aquela historinha que todo mundo fala de que câncer não dói não valeu pra mim, porque cada câncer é um sintoma diferente, não é receita de bolo. Então doeu, queimava demais e aí que eu fui procurar o médico”, comenta a paciente. 

Rosana descobriu um câncer de mama em 2013 quando tinha 48 anos. “O mundo caiu, né. É uma notícia que a gente não quer receber e eu tentei debater com o Dr. Juliano que não era, não era, não era… mas ele falou que era e que eu já ia começar no Hospital do Câncer”. 15 dias depois do diagnóstico, o início do tratamento, por meio da quimioterapia, foi realizado. Mais 15 dias, e os fios de cabelo de Rosana já começaram a cair. A mudança drástica fez com que Rosana tivesse que ser forte. Meses depois do começo do tratamento, a cirurgia de retirada da mama foi mais um passo e colocada como outra batalha superada em meio a tantas que a doença trouxe a paciente.

Rosana lembra que quando foi diagnosticada em 2013, tentou esconder da sua mãe que estava enfrentando um câncer, mas só foi possível até o dia que o cabelo começou a cair. Ela recorda que no início a família, principalmente a irmã dela, estava muito negativa ao pensar que não poderia ser verdade, já que Rosana era uma pessoa que se cuidava e era saudável. “Minha irmã queria que eu procurasse outro médico, mas não adiantava, o exame estava ali, a biopsia estava ali, não adiantava sair procurando médico”.

Mas o que parecia ser um pesadelo, recebeu uma dose de esperança em 2015, quando os médicos comunicaram que o tratamento tinha terminado e que Rosana só faria o acompanhamento de controle. Acontece que, em 2018, as dores na mama voltaram e uma biópsia detectou o câncer novamente. “Foi horrível receber esse novo diagnóstico, porque você coloca na cabeça que está curada. Depois que falou pra mim que estava curada, minha vida seguiu normalmente, eu não pensei mais em câncer, nunca mais eu pensei que teria essa doença novamente, então foi horrível pensar que era um câncer e que ia começar tudo novamente, mas eu comecei tudo de novo com uma cabeça diferente”.

Rosana recorda que, quando veio o segundo diagnóstico, ela sabia que não seria fácil, mas que também não era impossível. Com uma mentalidade melhor e mais preparada para enfrentar novamente a doença, mesmo tendo passado por uma depressão após perder a mãe em 2017, Rosana entendeu que era preciso ser otimista e pensar que seria curada um dia. “Meu câncer foi recidivo, deu metástase em cinco lugares e eu fui abençoada, porque só sobrou no pulmão e um restinho na mama. Então eu não posso falar que não sou vencedora, mesmo com o câncer do pulmão crescendo, no fim a gente tá aqui. De 2013 a 2021 foram 8 anos e estou aqui”.

Entre os altos e baixos da vida, Rosana tenta ser sempre positiva e entende que só assim conseguirá superar os obstáculos. Rosana é símbolo de força e é protagonista da própria história.

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