Na saúde ou na doença: a história de Patrícia e Juliano

Todos os anos, casais em todo o país aproveitam o Dia dos Namorados para declarar, presentear e demonstrar o amor à pessoa amada. Em 2018, a data foi comemorada no dia 12 de junho e enquanto várias pessoas estavam imersas nas demonstrações apaixonadas, Patrícia tinha acabado de descobrir que estava com leucemia.   

A professora de 37 anos conta que começou a perceber algumas manchas roxas espalhadas pelo corpo e alguns sintomas no corpo, como por exemplo, tontura, falta de apetite e cansaço. Porém, foi só após um sangramento que Juliano, seu marido, a convenceu a procurar ajuda médica. Após ficar internada durante cinco dias e realizar vários exames, Patrícia foi diagnosticada com um tipo de leucemia. Ela conta que a sua jornada foi desafiadora, mas descobriu um amor incondissional de seu companheiro.

“Logo em seguida, quando ela descobriu o diagnóstico, me chamou para dentro da sala, eu a abracei, chorei e em seguida disse que íamos vencer juntos”, conta Juliano. Ele lembra o episódio em que foi criada uma campanha de doação de sangue para a esposa entre seus colegas de trabalho, porém as imagens vazaram o ambiente corporativo e mobilizaram a cidade inteira. No total, foram doados 250 bolsas de sangue, que beneficiaram não só ela como várias pessoas. Patrícia conta que o apoio do esposo foi fundamental e que a segurança passada por ele foi definitiva para sua cura. 

“Eu não teria conseguido sem ele”, conta ela sobre um dia em que chegou a se despedir do marido: “fui até ele e disse para que seguisse sua vida, cuidando dos nossos dois filhos”, porém Juliano se recusou prontamente, demonstrando todo o apoio e se convidando para sentir todo aquele medo e insegurança junto da esposa. No total, o tratamento oncológico de Patrícia no Hospital do Câncer compreendeu 16 sessões de quimioterapia e dois anos de manutenção tomando medicamentos. Em todas as etapas, Juliano foi coautor de cada batalha vencida. 

“O tratamento exige um psicológico muito preparado do companheiro. No momento do diagnóstico e tratamento, o paciente é inundado por um oceano de sentimentos e sensações que precisam ser apoiados, escutados e amparados”, afirma Juliano. No meio de tantas incertezas após o diagnóstico, o amor de Juliano por Patrícia nunca foi uma delas. O afeto cura e o apoio prestado pelos companheiros(as) aos seus amados que se descobrem pacientes com câncer é fundamental e necessário para a jornada contra o câncer. 

Que no dia de hoje, a história de amor entre Patrícia e Juliano sirva de inspiração para o enfrentamento dos desafios e os obstáculos que a vida nos impõe. O Grupo Luta Pela Vida e o Hospital do Câncer em Uberlândia desejam um Dia dos Namorados cheio de luz para todos os casais.

Patrícia, paciente do Hospital do Câncer, e Juliano, seu marido, atualmente.

Rolar para cima