Saúde mental na prática: como manter o equilíbrio durante todo o ano?

Estamos no mês da campanha Janeiro Branco, momento voltado para olharmos para dentro de nós mesmos e reescrevermos um novo capítulo em branco de nossas vidas. Mas ao viver muitas vezes no automático, esse recomeço e atenção para si acabam ficando de lado. Nesse sentido, é importante ir aos poucos para tentar se reorganizar mentalmente.

De acordo com a psicóloga e coordenadora de Talentos Humanos do Grupo Luta Pela Vida, Larissa Martins, não existe uma receita de bolo para ter equilíbrio e saúde mental. “Por isso, o autoconhecimento é fundamental para que a pessoa saiba identificar os sentimentos e emoções gerados pelos acontecimentos do dia a dia, o que lhe causa prazer e desprazer, alegria, tristeza, raiva, etc., para poder enfrentá-los de maneira assertiva”, explica.

Além de ser o ponto de partida para cada um encontrar o próprio equilíbrio, Larissa explica que “o autoconhecimento possibilita que a pessoa desenvolva atividades que contribuam para o bem-estar e busque ajuda quando perceber que não está conseguindo lidar com situações que normalmente seriam comuns para ela.”

Cuidados para manter a saúde mental

Existem algumas maneiras para prevenir o adoecimento mental através de hábitos e atitudes. A psicóloga dá algumas orientações:

– Prática de atividade física;

 – Momentos de descanso e lazer;

– Ingestão de alimentos saudáveis e consumo de água;

– Redes de apoio como amigos e familiares;

– Acompanhamento com um profissional. Mesmo que não tenhamos nenhuma demanda urgente, o acompanhamento com Psicólogo promove o autoconhecimento e nos ajuda a vivenciar as experiências diárias com mais resiliência, assertividade, e menos sofrimento.

Como saber se preciso de ajuda?

Conforme destaca Larissa Martins, as consequências da falta de atenção à saúde mental podem aparecer de diferentes maneiras e em sintomas como: fadiga, insônia, falta de motivação ou energia para realizar as atividades rotineiras ou que antes lhe eram prazerosas, isolamento social e, inclusive, o surgimento de doenças físicas.

“Percebe-se que algo mais grave pode estar acontecendo quando esses sintomas se intensificam e começam a interferir no desenvolvimento do trabalho (faltas recorrentes, desmotivação, atestados), no ambiente familiar (desentendimentos frequentes, brigas), na vida social (isolamento, falta de vontade de estar com outras pessoas), na saúde física (taquicardia, falta de ar, falta de apetite) e, também, na saúde mental (tristeza profunda e que não passa, insônia, angústia, medo, pensamentos catastróficos)”, esclarece.

Preste atenção em cada sinal de seu corpo, mente e alma. Busque leveza nas pequenas coisas, seja nas palavras ou nos gestos. Lembre-se ainda de ser gentil com o próximo para sentir-se bem e fazer bem ao próximo também!

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