A solidariedade através da luta contra o câncer

Existem várias formas de acessar a solidariedade que habita dentro de uma pessoa.  Por vezes, ela nasce da forma mais espontânea e natural possível. Porém, em muitos casos, ela se manifesta após um conhecimento de causa, e assim aconteceu com Regina Bonnas. No ano de 2000, ela foi diagnosticada com câncer de mama e tratou a doença no ano de inauguração do Hospital do Câncer em Uberlândia. Independente da forma como aconteceu, Regina resolveu transformar toda sua luta em amor ao próximo. 

Ela conta que, durante seu tratamento, a voluntária Célia levava alguns bordados para passar o tempo, esse foi o primeiro contato com o trabalho voluntário do Grupo Luta Pela Vida. “Quando eu terminei de me tratar, fui convidada para integrar ao time de voluntários”, ela recorda com alegria. O Hospital do Câncer e Regina dividem o mesmo tempo de solidariedade e trabalho em prol do paciente oncológico. 

Em 2001, a convite de Elza Parziali, uma das fundadoras do Grupo Luta Pela Vida, Regina assumiu a vice-liderança do núcleo de voluntários dos Cuidados Paliativos. Naquele momento, ela conta que esta forma de tratamento tinha acabado de ser iniciada por duas assistentes sociais no Hospital. “Foi um grande avanço em prol do paciente sem cura. Um projeto de muita riqueza e aprendizados que proporcionou um conforto muito maior ao paciente que sabe que vai ser vencido pela doença”, afirma Regina. 

Dois anos mais tarde, uma notícia que a pegou de surpresa: o câncer de mama tinha regredido, obrigando-a a passar por uma cirurgia de retirada. Após recuperada, Regina assumiu a coordenação do Núcleo de apoio religioso, que havia sido criado anos antes pelo Dr. Rogério, oncologista e um dos fundadores do GLPV. Mais de duas décadas depois, Regina ainda assume a função do mesmo núcleo. Segundo ela, são 25 voluntários que dão suporte aos pacientes e seus familiares que solicitam o apoio religioso, que conta com diversas lideranças de várias religiões. 

“Agradecer, no meu caso, é pouco. Eu tenho a honra e o privilégio de ser voluntária em prol do paciente com câncer”, afirma Regina. Sem medir esforços, há 21 anos, a voluntária usa sua história como inspiração e forma de levar o amor aos pacientes que estão em tratamento no Hospital do Câncer. Regina é peça fundamental na luta contra o câncer. 

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