Voluntária cultiva plantas em sua própria casa para ajudar o Hospital do Câncer

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DSC08375aaaUm quintal no fundo de casa, muito espaço e um pouco de terra. O que fazer com tudo isso? ‘Ah, vamos aproveitar o espaço e ampliar a casa’ ou então ‘quem sabe não daria uma bela piscina para curtir o fim de semana? Para a voluntária Abigail Rodrigues nenhuma dessas opções parecia suficientemente boa. Para ela o espaço seria mais bem aproveitado para cultivar plantas ornamentais, medicinais e alguns temperos, deixá-las cheios de vida e colocá-las para serem vendidas no Bazar do Hospital do Câncer.

Como assim utilizar o seu próprio quintal, cuidar de vários tipos de plantas por dias ou talvez meses e não receber nada em troca? Para Abigail o trabalho começou como uma forma de agradecimento por ter se curado de um câncer de pele em 2013. “No início de tudo eu pensei que faria o trabalho somente por um ano, para agradecer a minha cura. Depois o tempo foi passando e hoje eu não consigo pensar em parar”, diz a voluntária.

Abigail gosta mesmo desta transformação de vida que começa com uma pequena muda e depois torna-se planta verde dentro dos potinhos no fundo de seu quintal para ganhar as prateleiras do Bazar e da loja do Núcleo de Voluntários do Grupo Luta Pela Vida. Esse é um trabalho que se repete todos os meses e que conta com colaboração de cerca de 48 pessoas, que contribuem com a doação de vasos e mudas para serem cultivadas por Abigail. A voluntária trabalha atualmente com 28 variedades de plantas. Os temperos, como manjericão e o alecrim, estão entre os mais procurados, além de opções para fazer chás, como a hortelã. Já para enfeitar a casa, os cactos têm maior saída, pois exigem cuidados mais simples. Somente no ano passado foram vendidas 1117 plantas, com preços que variam de R$ 3,00 a R$ 20,00.

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Mesmo sem ter formação ligada à botânica, a dedicação à flora fez a voluntária receber um apelido especial. “Muitas pessoas me chamam de ‘Dedo Verde’, porque quando ganho uma muda é muito difícil ela morrer. Cuido das minhas plantas como se fossem meus filhos”. Além de ser uma forma de ajudar o Hospital do Câncer, Abigail comenta que a experiência de cultivar as plantas é uma forma de ganhar conhecimento e conhecer pessoas. “Depois de começar esse trabalho eu não tenho mais tempo ocioso. Eu passo informações sobre as plantinhas, como devem ser cuidadas, mas também muitas pessoas me ensinam o que sabem sobre o cultivo e as propriedades delas. É ótimo”, conta Abigail.

Além de receber a colaboração de outras voluntárias, o trabalho também conquistou a família da voluntária. O irmão é companheiro de pesquisas e está sempre em busca de informações de como cuidar melhor das plantas. Até mesmo o neto de sete anos já percebeu como o trabalho é importante. “Um dia meu netinho chegou para mim e disse: Nossa vovó, é bem legal esse negócio de plantar e levar para o Hospital do Câncer”, comenta.

Apesar de todo o trabalho e dedicação que as plantas exigem, Abigail acredita que poder contribuir com o Hospital e fazer bem para a natureza são as melhores recompensas. “Quando vejo alguém feliz com as plantinhas e ainda saber que o dinheiro vai poder ajudar os pacientes, tudo vale a pena, paga qualquer esforço”, completa Abigail.

Por Carolina Tomaz
Fotos: Sabrina Tomaz

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